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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Amputações abaixo do joelho

Esclarecimentos e conselhos úteis para o período pós cirurgico e indicações dde próteses para cada caso.

Esclarecimentos e conselhos úteis
Período Pós-Cirúrgico





Quase todos os amputados se sentem um tanto deprimidos imediatamente após a cirurgia, com exceção daqueles que sofreram dor intensa por determinado período antes da amputação. Esta depressão, normalmente, é logo substituída pelo desejo de retornar a uma vida ativa.

O curativo usado pelo cirurgião pode ser rígido, feito de gesso, ou macio, usando algodão comum e técnicas de enfaixamento.Quando é usado o curativo rígido, este é deixado no lugar durante 10 a 14 dias, prazo em que normalmente acontece a cicatização. Algumas vezes, um simples tubo de alumínio e um pé artificial são presos a um curativo rígido de tal modo que caminhar ou treinar marcha, podem até começar antes que o período de cicatrização esteja completo. Quando é usado o curativo macio, ataduras elásticas são usadas logo após a cirurgia para ajudar a circulação e evitar edemas (inchaços). As ataduras elásticas são removidas e recolocadas ao longo do dia. Além do tipo de curativo usado, exercícios orientados por profissionais especializados, são extremamente importantes para prevenir as contraturas musculares pois, quando isto acontece, impede o uso eficiente da prótese.


Preparativos para colocação da prótese

No geral, quanto mais cedo é colocada a prótese, melhor para o amputado.
Um dos problemas mais difíceis do amputado é o EDEMA ou inchaço do coto, devido ao acúmulo de fluídos. O EDEMA estará presente, até certo ponto, em todos os casos e isto faz com que a colocação da prótese seja difícil, mas certas medidas podem ser tomadas para reduzir a quantidade de EDEMA..
O uso de curativo rígido parece controlar o EDEMA, mas nem sempre o cirurgião opta por este tipo de curativo. Depois que o curativo rígido, ou macio, é removido e quando a prótese não está sendo usada, ataduras elásticas são utilizadas para impedir o desenvolvimento do EDEMA.
Pela média adulta, são usadas duas ou três ataduras elásticas de 10cm de largura. Durante a utilização, as ataduras devem ser esticadas cerca de 2/3 do limite de sua elasticidade, e a maior tensão deve ser em torno do final do coto.
O coto deve ser mantido atado o tempo todo, mas o enfaixamento deve ser refeito a cada quatro ou seis horas. O enfaixamento nunca deve ser mantido por mais de 12 horas sem renova-lo. Se dores latejantes ocorrerem, o enfaixamento deve ser removido e recolocado. O EDEMA ocorre rapidamente quando o coto é deixado sem enfaixamento, então é muito importante recoloca-lo sem demora.
Meias compressivas especiais apropriadas para uso, ao invés de ataduras elásticas, embora não consideradas por alguns, podem ser tão eficazes quanto uma atadura elástica bem colocada. A meia compressiva é melhor do que uma atadura mal colocada.
Se atadura elástica ou meia compressiva é usada, esta deve ser removida pelo menos 3 vezes ao dia e o coto deve ser massageado vigorosamente por 10 a 15 minutos. A atadura ou meia devem ser recolocadas imediatamente após a massagem.


Técnicas de Enfaixamento

Inicie com atadura pelo lado de dentro da coxa bem acima do joelho e desenrole-a de modo que esta seja colocada no sentido diagonal para baixo, pelo lado externo do coto, mantendo cerca de 2/3 da atadura esticada no máximo.



Leve a atadura sobre o final da parte interna do coto e diagonalmente suba para o lado exterior do mesmo.

Leve a atadura para o lado de trás e em volta do final do coto. Continue e suba até o ponto inícial no lado de dentro da coxa.

Leve a atadura diagonalmente por trás e em volta do final do coto. Continue a volta até o ponto inícial no lado de dentro da coxa e repita a sequência de modo que todo o coto seja coberto pelo rolo usado. O final da atadura é presa com clips especiais que acompanham as ataduras. É importante que a parte mais firme do enfaixamento seja o final do coto.

Se um rolo de atadura não for suficiente para o total enfaixamento do coto, utilize um segundo ou mais. O importante é que o coto esteja totalmente envolvido pela atadura elástica. Mais importante ainda é que a pressão da atadura elástica seja sempre maior na extremidade do coto e menor na parte próxima do mesmo.


Próteses Convencionais de Pé



Devido ao comprimento do coto após uma amputação parcial de pé, o uso de componentes pré-fabricados para este nível de amputação é limitado. Por este motivo, as próteses geralmente são fabricadas artesanalmente em material plástico.

O posicionamento correto do coto dentro da prótese praticamente determina o seu alinhamento estático.

Amputações parciais de LESFRANC ou CHOPART podem ser protetizados com um mobilizador (a), dependendo da forma e das condições do coto.

Cotos de CHOPART mal formados ou mal posicionados, assim como amputações parciais de PIROGOFF ou SYME, necessitam de um encaixe mais abrangente, possivelmente com um apoio na região do joelho (b)



Próteses Convencionais




Para a protetização de amputações abaixo do joelho, os melhores resultados são obtidos com as chamadas próteses curtas com contato total e suspensão supracondiliana (a).

Próteses com hastes laterais e coxal em couro (b) somente são indicadas em casos especiais (cotos curtos, lesões ligamentares), eventualmente com apoio na tuberosidade isquiática.

O encaixe pode ser confeccionado em madeira ou resina, com forração interna macia.

Encaixe externo, tornozelo e pé determinam o aspecto final da prótese.

Prótese de Banho



A prótese é totalmente confeccionada em resina.

O encaixe pode ter uma parte interna em polifórmio, e possui uma suspensão supracondiliana.

Os orifícios laterais permitem a entrada de água, reduzindo a força ascensional (flutuação).

Para este tipo de prótese, só podem ser utilizados pés não-articulados.


Próteses Modulares



Este tipo de prótese é indicado para a protetização abaixo do joelho, com exceção de cotos muito curtos.

A conexão do encaixe (com suspensão supracondiliana) com o pé é feita através de vários tipos de adaptadores.

O revestimento cosmético em espuma recebe um acabamento individual de acordo com a perna contralateral, dando um aspecto mais natural à prótese.





sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Sonda Vesical

É a introdução de um cateter estéril através da uretra até a bexiga, com o objetivo de drenar a urina. Deve-se utilizar técnica asséptica no procedimento a fim de evitar uma infecção urinária no paciente.

Tem por finalidades:

- Esvaziar a bexiga dos pacientes com retenção urinária;
- Controlar o volume urinário;
- Preparar para as cirurgias principalmente as abdominais;
- Promover drenagem urinária dos pacientes com incontinência urinária;
- Auxiliar no diagnóstico das lesões traumáticas do trato urinário.

Observações:

A sondagem vesical só é aconselhada:

- Na incontinência urinária: somente em casos especiais, preferindo-se usar absorventes, calças plásticas, especiais ou URUPEN nos homens: o Urupens é um tipo de condom adaptado externamente ao pênis, ligado a uma extensão e este ao coletor de urina.
- Na retenção urinária, quando as medidas para estimular a micção forem ineficazes: (verificar se trata se de retenção urinária ou anúria. Se houver hipertensão dolorosa da bexiga, é retenção urinária; abrir torneira próximo ao paciente; despejar água morna na região perineal, colocar bolsa de água quente na região abdominal; promover privacidade do paciente.)

Procedimentos na Sondagem de Alívio Feminina

a) Com pacote de sondagem:

- Reunir o material: pacote de cateterismo vesical esterilizado, cuba-rim, cuba redonda, bolas de algodão ou gaze, pinça Pean ou similar, sonda uretral (nº 10 a 14), luvas estéreis, biombo, frascos com PVP-I e soro fisiológico, geléia anestésica, tubo de ensaio para colher amostra (se necessário), campo fenestrado, saco plástico de lixo;
- Cercar a cama com biombo;
- Encaminhar a paciente para higiene íntima ou faze-la se necessário;
- Colocar o material na mesa de cabeceira e prender o saco de lixo;
- Colocar a paciente em posição ginecológica, protegendo-a com um lençol;
- Abrir com técnica asséptica o pacote de cateterismo sobre a cama entre as pernas da paciente;
- Colocar na cuba redonda o anti-séptico e o lubrificante na gaze;
- Abrir o invólucro da sonda vesical, colocando-a na cuba rim;
- Colocar a luva com técnica asséptica;
- Lubrificar a sonda;
- Colocar o campo fenestrado no períneo e aproximar a cuba rim;
- Afastar os pequenos lábios com o polegar e o indicador da mão esquerda e com a mão direita fazer anti-sepsia no períneo com as bolas de algodão ou gaze embebida na soluça anti-séptica, usando a pinça Pean. A anti-sepsia deverá ser no sentido púbis-ânus; na seqüência: grandes lábios, pequenos lábios, vestíbulo; usar a bola de algodão uma vez e despreza-la;
- Limpar a região com soro fisiológico, obedecendo-os mesmos princípios de assepsia descritos;
- Afastar com a mão direita a cuba redonda e a pinça;
- Continuar a manter, com a mão esquerda, exposto o vestíbulo e, com a mão direita, introduzir a sonda lubrificada (a mais ou menos 10 cm), colocar a outra extremidade na cuba-rim para receber a urina drenada;
- Retirar a sonda (quando terminar a drenagem urinária) e o campo fenestrado;
- Controlar o volume urinário, colher amostra da urina ou guardá-la para o controle de diurese;
- Deixar a unidade e o material em ordem.


Procedimento na Sondagem de Demora Feminina

- Reunir o material: idêntico ao de alívio, substituindo a sonda de polivinil pela sonda de demora e acrescentando seringa de 10ml, água destilada de 10ml, agulha 30x8, esparadrapo, bolsa coletora de sistema fechado.
- Repetir a técnica da sondagem vesical de alívio;
- Após a passagem da sonda insuflar o balãozinho com soro fisiológico, através da válvula existente na extremidade da sonda e puxa-la até sentir-se a ancoragem do balão no trígono vesical;
- Retirar o campo fenestrado;
- Conectar a sonda na extensão do coletor e prende-lo na grade da cama.
- Retirar as luvas;
- Fixar a sonda com uma tira de esparadrapo na coxa da paciente saindo por cima da mesma.

Procedimento no Cateterismo Masculino

- Repetir a técnica do cateterismo feminino com as seguintes diferenças: colocar o paciente em decúbito dorsal e com as pernas afastadas; após enluvar as mãos colocar 8ml de geléia anestésica na seringa com auxilio de outra pessoa; segurar o pênis com uma gaze (mão esquerda), mantendo-o perpendicular ao abdome; fazer a anti-sepsia, afastando o prepúcio com o polegar e o indicador da mão esquerda, e, com a pinça montada, fazer a anti-sepsia do meato uretral para a periferia (trocar as luvas se usar material descartável); injetar a geléia anestésica na uretra com a seringa ou bisnaga esterilizada, pressionar a glande por 2 a 3 minutos, a fim de evitar refluxo da geléia; introduzir a sonda até a sua extremidade (18-20cm) com movimentos para baixo, como o pênis elevado perpendicularmente e baixar o pênis lentamente para facilitar a passagem na uretra bulbar; recobrir a glande com o prepúcio, a fim de evitar edema da glande; fixar a sonda na coxa ou na região hipogástrica (profilaxia de fístulas uretrais).

sábado, 9 de janeiro de 2010

Sonda Nasogástrica

A Sonda Nasogátrica é um tubo de polivinil que quando prescrito, deve ser tecnicamente introduzido desde as narinas até o estômago. Sua finalidade está associada à maneira com ficará instalada no paciente.

Objetivo da Sonda Nasogástrica:

A maneira como ela estará instalada determinará seu objetivo. Pode ser aberta ou fechada.

Sonda Nasogátrica Aberta:

Quando o objetivo é drenar líquidos intra-gástrico, a saber:

- esverdeado: Bile

- borra de café: bile + sangue

- sanguinolenta vivo

- sanguinolento escuro

- amarelado

Podemos exemplificar cirurgias onde no pós operatório se deseja o repouso do sistema digestivo e também em casos de intoxicação exógena, onde o conteúdo ingerido precisa ser removido rapidamente.

Sonda Nasogástrica Fechada

Utilizada com finalidade de alimentação, quando por alguma razão o paciente não pode utilizar a boca no processo de digestão. Ex: câncer de língua, anorexia, repouso pós- cirúrgico.

Material:

Bandeja contendo:

- Sonda Nasogástrica (também chamada de Levine) de numeração 10, 12, 14, 16, 18 (adulto)

- esparadrapo

- xilocaína gel

- gaze

- par de luvas

- seringa de 20cc

-estetoscópio

- copo com água

- toalha de rosto de uso pessoal

Caso a Sonda Nasogástrica seja aberta adicione:

-extensão

- saco coletor.


Técnica:

- explicar a procedimento ao paciente;

- colocá-lo em posição de Fowler;

- colocar a toalha sob o pescoço;

- calçar as luvas;

- abrir a sonda;

- medir o comprimento da sonda: da asa do nariz, ao lóbulo da orelha e para baixo até a ponta do apêndice xifóide. (FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM/ATKINSON).

- marcar o local com o esparadrapo;

- passar xilocaína gel aproximadamente uns 10 cm;

- introduzir a sonda s por uma das narinas;

- flexionar o pescoço aproximando ao tórax, pedindo ao paciente para realizar movimentos de deglutição;

- introduzir a sonda até o ponto do esparadrapo;

- fazer os 3 testes: pegar a ponta da sonda e colocá-la em um copo com água, se borbulhar, retirar a sonda, pois ao invés de estar no estômago, está no pulmão; pegar a ponta da sonda, encaixar a seringa e aspirar se vier líquido, a sonda está no lugar certo; pegar o estetoscópio e auscultar.
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