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sábado, 26 de dezembro de 2009

Feliz Natal e Feliz 2010

Boa tarde pessoal,
Sou Sergio, téc. enf.

Desejamos a todos um feliz natal e um próspero ano novo, estaremos de volta em janeiro com novos assuntos.

Abraço a todos.

sábado, 21 de novembro de 2009

Insuficiência Renal Aguda

Boa Noite Pessoal,

Informações sobre a Insuficiencia Renal Aguda acho esse assunto muito interessante.
Abração
Enf. Rafael

Insuficiência Renal Aguda

CONCEITO:

Insuficiência Renal Aguda (IRA), é a redução aguda da função renal em horas ou dias. Refere-se principalmente, à diminuição do ritmo de filtração glomerular, porém,ocorrem também, disfunções no controle do equilíbrio hidro-eletrolítico e ácido-básico. Podem ocorrer alterações hormonais, como deficiência de eritropoetina e de vitamina D.
Em termos práticos utiliza-se a creatinina sérica e define-se IRA se houver aumento de creatinina de 0,5 mg/dl se a creatinina inicial for menor que 3 mg/dl ou aumento de creatinina de 1 mg/dl se a creatinina inicial for maior que 3 mg/dl.

A IRA É CLASSIFICADA DE ACORDO COM A FISIOPATOLOGIA EM:

IRA pré-Renal: casos de IRA devidos a redução do fluxo plasmático renal, sem injúria celular. As causas mais comuns de IRA pré-Renal são as situações em que existe hipovolemia ou desidratação. Habitualmente, a restauração do volume intra-vascular resulta em pronta recuperação da função renal.

IRA Intrínsica ou de causa Renal: casos de IRA devido a injúria túbulo-glomerular. A grande maioria dos casos de IRA em hospital geral, são devidos a necrose tubular aguda pós-isquêmica, nefrotóxica, por hipersensibilidade ou acompanhando doenças sistêmicas como a sepse e a SIRS.
O tratamento é inespecífico, ou seja, medidas de suporte básicas. Freqüentemente, é necessário o uso de um método dialítico de suporte até que a recuperação espontânea da função renal ocorra.

IRA pós-Renal: casos de IRA devido a obstrução de vias urinárias. Habitualmente, quando resolvidos no prazo de alguns dias, ocorre a recuperação da função renal. O tratamento se constitui na desobstrução das vias urinárias, não sendo necessário (ou justificável), na maioria das vezes, o uso de tratamento dialítico.

DIAGNÓSTICO CLÍNICO:

História Clínica: Identificar causas (perda de volume extracelular), fatores de risco (drogas, contrastes radiológicos) e severidade da IRA. Manifestações clínicas como: febre, mal estar, “rash” cutâneo e sintomas musculares ou articulares podem estar associados a vasculites ou glomerulonefrites. Dores lombares ou supra púbicas, dificuldade de micção, cólicas nefréticas e hematúria podem sugerir IRA pós-Renal

Exame Físico: Deve-se procurar sinais associados com a etiologia e repercussão da IRA. Sinais de hipovolemia e hipotensão arterial ou sinais de obstrução do trato urinário para diferenciar IRA pré-Renal de pós-Renal. Presença de livedo reticular e micro-infartos digitais podem sugerir doença renal tromboembólica.

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:

. Sangue: uréia, creatinina, bicarbonato, sódio, potássio, ácido úrico, cálcio e fósforo
. Urina: sedimento urinário, sódio, creatinina, osmolaridade
. Imagem: ultra-sonografia e tomografia computadorizada (tamanho, forma, ecogenicidade, simetria e número de rins.
. Biópsia renal: casos selecionados (causa desconhecida , evolução atípica e/ou prolongada, nefrite intersticial por drogas, necrose cortical, doença ateroembólica).

ANÁLISE DO SEDIMENTO URINÁRIO

Doença glomerular ou vasculite: hematúria com cilindros hemáticos – dimorfismo eritrocitário – proteinúria significativa – lipidúria.

Doença intersticial ou tubular ou obstrução por tumores: leucocituria com cilindros leucocitários granulosos ou gordurosos – proteinúria leve a moderada.

Necrose tubular aguda: cilindros granulosos e epiteliais múltiplos com células epiteliais livres.

Nefrite intersticial aguda / doença glomerular / vasculite / obstrução urinária / infarto renal: hematúria-leucocituria com ausência ou quantidade variável de cilindros (excluindo os hemáticos)

» hematúria isolada: vasculites, obstrução por tumor, doenças glomerulares leves, doença policistica, afecções extra-renais (cáuculo / próstata).

» leucocitúria isolada: infecção trato urinário, tuberculose / piúria estéril, doença túbulo intersticial.

PREVENÇÃO:

. Estabeleça o nível basal de função renal por dosagem de creatinina sérica ou depuração de creatinina. Pacientes com creatinina elevada apresentam maior possibilidade de desenvolver lesão renal após procedimentos de risco ou uso de drogas nefrotóxicas;

. Otimize as condições clínicas do paciente. A medida mais importante é assegurar que o volume intravascular esteja convenientemente expandido. Mantenha a pressão arterial média acima de 80 mmHg (ou mais, se o paciente for hipertenso), hematócrito acima de 30% e oxigenação tecidual adequada;
. Evite o uso de drogas nefrotóxicas em pacientes com função renal já comprometida. Corrija as doses das drogas de acordo com a função renal. Mantenha o paciente adequadamente hidratado e monitorize a função renal. Evite associação de drogas nefrotóxicas;
. Em pacientes diabéticos que necessitem uso de contraste iodado usar N.Acetil Cisteina (Fluimucil) 600 mg VO no dia anterior ao uso do contraste, no dia e no dia posterior, acompanhado por hidratação de 80 ml/hora;
. Não utilize diuréticos de alça para prevenção de nefrotoxicidade;
. Em caso de mioglobinúria e homoglobinúria, o uso de solução expansora com bicarbonato de sódio e manitol, reduz a prevalência e a gravidade da lesão renal.

CRITÉRIOS DE ADMISSÃO HOSPITALAR

Diminuição aguda da diurese com comprometimento da função renal.
. Hiperpotassemia severa ou com repercussão eletrocardiográfica.
. Síndrome urêmica, acidose grave.
. Hipertensão arterial sistêmica ou hipervolemia associada a IRA.
. Função renal em deterioração (não estável).

CRITÉRIOS DE ADMISSÃO EM UTI / SEMI-INTENSIVA

. Hipervolemia grave (Insuficiência Respiratória Aguda).
. Hiperpotassemia grave (K>6,5), ou repercussão no ECG.
. Uremia grave (rebaixamento do nível de consciência e sangramento).
. Instabilidade hemodinâmica e/ou estado hipercatabólico.

TRATAMENTO CLÍNICO

. Assegure-se que o volume intravascular esteja expandido. Mantenha pressão arterial média acima de 80 mmHg, hematócrito acima de 30% e oxigenação tecidual adequada;
. Evite hiperhidratação, que poderá causar edema, hipertensão, insuficiência cardíaca e hiponatremia. IRA é uma processo hipercatabólico e um paciente que não estiver perdendo ao redor de 300g de peso corporal por dia, quase certamente, está em balanço positivo de água;
. Previna hipercalemia diminuindo a ingestão de potássio e evite drogas que interfiram com a sua excreção. Trate agressivamente hipercalemias graves ou sintomáticas através de infusão endovenosa de cálcio, soluções polarizantes (glicose e insulina), uso de agonistas β2, uso de resinas (Sorcal), correção de acidose e hemodiálise;
. Tome precauções extremas contra processos infecciosos. Evite antibioticoterapia desnecessária, quebras da barreira cutâneo-mucosa (sondas, cateteres etc), e pesquise cuidadosamente e presença de focos infecciosos;

. Nutra o paciente. Tente obter o balanço nitrogenado menos negativo possível através da administração de uma relação calórico/protéica adequada. Evite restrições alimentares severas. Se a sobrecarga de volume for um problema não contornável clinicamente, inicie diálise precocemente ou a intensifique.

TRATAMENTO DIALÍTICO:

Indicações de Diálise:

» Hiperpotassemia em pacientes oligúricos;
» Hipervolemia: edema periférico, derrames pleural e pericárdico, ascite, hipertensão arterial e ICC, em pacientes oligúricos;
» Uremia: sistema nervoso central (sonolência, tremores, coma e convulsões), sistema cardiovascular (pericardite e tamponamento pericárdico), pulmões (congestão pulmonar e pleurite), aparelho digestivo (náuseas, vômitos e homorragias digestivas);
» Acidose metabólica em pacientes oligúricos que não possam receber bicabornato;
» Outras: hipo ou hipernatremia, hiperuricemia, hipermagnesemia, hemorragias devido a distúrbios plaquetários, ICC refratária, hipotermia e intoxicação exógena.

PROGNÓSTICO:
O prognóstico da IRA continua sombrio, com mortalidade ao redor de 50%. Um dos fatores responsáveis é que os doentes atuais com IRA, são mais graves do que aqueles vistos nas décadas anteriores. Alguns fatores têm sido associados a pior prognóstico: oligúria, falência de múltiplos órgãos e septicemia. Esta alta mortalidade reforça a necessidade da prevenção da IRA, como a opção terapêutica mais eficaz.

INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO

Boa Noite Pessoal,
Como existe uma incidência enorme de casos de Infarto Agudo do Miocárdio no Brasil, resolvi trazer algumas informações a respeito do tema para que possam ter como mais uma fonte de pesquisaGrande abraço
Enf. Rafael

IAM
INTRODUÇÃO
O Infarto do Miocárdio faz parte de um grupo de doenças chamado Doenças Isqüêmicas do Coração. O infarto é a destruição da musculatura miocárdica, devido à deficiência de fluxo sangüíneo para uma região do músculo cardíaco, cujas células sofrem necrose por falta de aporte nutritivo. A interrupção do fluxo coronário quase sempre é devido ao estreitamento repentino de uma artéria coronária pelo ateroma (aterosclerose), ou pela obstrução total de uma coronária por êmbolo ou trombo (coágulo sangüíneo).
A destruição do músculo do coração, é causado em geral por depósitos de placas de ateroma nas artérias coronárias. Essas placas nada mais são do que o acúmulo de células dentro dos vasos sangüíneos, conseqüentes as lesões dos próprios vasos, bem como depósitos de gordura, que vão aumentando com o tempo, formando verdadeiras "rolhas" no interior das artérias do coração.
As doenças isquêmicas são as doenças cardíacas mais comuns, constituindo a primeira causa de morte nos Estados Unidos.

ETIOPATOGENIA
O infarto do miocárdio está mais freqüentemente associado a uma causa mecânica, isto é, interrupção do fluxo sangüíneo para uma determinada área, devido a obstrução completa ou parcial da artéria coronária responsável por sua irrigação.A extensão da necrose depende de vários fatores, tais como o calibre da artéria lesada, tempo de evolução da obstrução e desenvolvimento da circulação colateral. Esta, quando bastante extensa, é capaz de impedir a instalação de infarto, mesmo em casos de obstrução total da coronária.
Os pacientes que sofrem infarto, são geralmente do sexo masculino, pois são mais susceptíveis que as mulheres. Acredita-se que as mulheres tenham um efeito "protetor" devido à produção de hormônio (estrógeno), sendo que após a menopausa, devido à falta de produção desse hormônio, a incidência de infarto na mulher aumenta consideravelmente.
Existem vários fatores responsáveis pelo infarto do miocárdio, sendo eles: a idade, pois a incidência aumenta depois dos 50 anos. Outro fator que influencia o infarto do miocárdio é o colesterol. Quanto maior a quantidade de colesterol no sangue, maior a incidência de infarto. São conhecidos 3 tipos de colesterol: o de baixa densidade (LDL), o de muito baixa densidade (VLDL) e o de alta densidade (HDL). Este último, conhecido como "bom colesterol", parece ter um efeito protetor para o infarto do miocárdio, sendo ideal mantê-lo em níveis altos no sangue. Já o LDL, conhecido como "mau colesterol", aumenta a chance de infartos quando existe em níveis altos.
Muitas vezes, a pessoa tem o colesterol alto por causa de doenças hereditárias (hipercolesterolemia familiar), que fazem com que o corpo não consiga produzir as enzimas necessárias para "dissolver" a gordura. São os casos em que vemos pessoas bem jovens tendo infarto. É importante detectar esses casos na família, pois quando essas doenças são tratadas precocemente, é possível evitar que essas pessoas sofram infarto.
O diabetes também é apontado como uma doença que aumenta o risco de infarto do miocárdio. Como o diabetes pode ser transmitido hereditariamente, mais uma vez é importante saber se tem casos na família e detectar a doença precocemente.
A hipertensão (pressão alta), também aumenta o risco de infarto do miocárdio, assim como a obesidade, fazendo o coração trabalhar mais, exigindo mais sangue.
O fumo está intimamente relacionado com o infarto do miocárdio, sendo que os fumantes são 60% mais susceptíveis de sofrer infarto do miocárdio que os não-fumantes. O fumo causa não apenas a destruição de vasos do coração, como aumenta a chance de formar coágulos de sangue (trombose). Essa tendência a provocar coágulos piora ainda mais em mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais, principalmente entre os 30 e 40 anos de idade.
A inatividade física e o "estresse" também desempenham um papel importante na produção do infarto.

QUADRO CLÍNICO
Embora quase sempre o infarto do miocárdio seja acompanhado de sintomas que chamam a atenção para um problema cardíaco, é possível que aconteça totalmente assintomático. Isto geralmente ocorre em pacientes diabéticos, ou que fazem uso de beta-bloqueadores, ou ainda no período pré e pós-opratório.
O sintoma mais freqüente é a dor torácica persistente, de início súbito, de intensidade variável, localizada sobre a região inferior do esterno e abdomem superior. A dor pode agravar continuamente, até se tornar quase insuportável. Pode surgir mesmo quando a pessoa está acordando ou fazendo bem pouco esforço. Pode irradiar-se para o ombro e braços, geralmente para o lado esquerdo. Em alguns casos irradia-se para a mandíbula e pescoço.
É uma dor violenta, constritiva, de duração prolongada (mais de 30 minutos a algumas horas de duração), não é aliviada pelo repouso, ou pela nitroglicerina.
A dor pode vir acompanhada de um aumento da freqüência respiratória, palidez, sudorese profusa, fria e pegajosa, tonteira e confusão mental. Pode haver, por um reflexo vagal, náuseas e vômitos.
Ao exame, o paciente quase sempre apresenta ansioso, inquieto, movendo-se para encontrar uma posição confortável.
A sensação de morte iminente é freqüente.
CARACTERÍSTICAS DA DOR DO IAM

Localização - Retroesternal,pode irradiar-se para o pescoço,mandíbula, epigástrio, ombro, braço esquerdo;

Tipo - Peso, compressão, queimação, constrição;

Duração - Início súbito, com 30 min. ou mais de duração, de intensidade variável;

Fatores Agravantes ou Atenuantes - Sem alívio;

Sintomas Associados - Dispnéia, sudorese, fraqueza, náu-seas, vômitos, ansiedade intensa.

DIAGNÓSTICO
O diagnóstico se baseia na história da doença atual do paciente, no eletrocardiograma e nos níveis séricos das enzimas. O prognóstico vai depender da extensão da lesão miocárdica.

- Eletrocardiograma:
É de grande valor para o diagnóstico do infarto do miocárdio: ele informa sobre sua localização, sua extensão e complicações associadas como bloqueio e arritmias. Apesar que as arritmias podem ocorrer até dentro de um prazo de 24 hrs. após o infarto.

- Enzimas plasmáticas:
O infarto do miocárdio e a conseqüente morte celular levam à perda da integridade do sarcolema ocasionando a liberação de certas enzimas na corrente sangüínea. A passagem destas enzimas para o plasma sangüíneo nos fornece dados úteis para o diagnóstico de infarto, sua extensão e evolução.
A creatinoquinase (CK) com sua isoenzima (CK-MB) é considerado o indicador mais sensível e confiável de todas as enzimas cardíacas.
A CK-MB é a isoenzima encontrada unicamente nas células cardíacas, e só estará aumentada quando houver destruição destas células.
Sendo assim a CK-MB é o indicador mais específico para o diagnóstico de infarto do miocárdio.

TRATAMENTO
O tratamento do infarto do miocárdio tem como objetivo reduzir a lesão do tecido afetado, cicatrização da área necrosada, preservar a integridade de tecido miocárdio normal e evitar complicações fatais (choque cardiogênico e arritmias fatais). Enfim, se baseia no tratamento da dor, bem como das possíveis complicações.
Quando o tratamento é instituído logo após o infarto, acredita-se que se possa reduzir drasticamente a lesão do músculo do coração.
A preservação do tecido do miocárdio é obtida pelo alívio da dor, repouso para reduzir o trabalho cardíaco e administração de agentes trombolíticos para melhorar o fluxo sangüíneo. A droga de escolha é a dolantina, pois é um analgésico potente.
Alguns centros usam antiarrítmicos profilaticamente, mas seu uso é controverso.
A administração de oxigênio em fluxo contínuo, aumenta a concentração deste gás reduzindo a dor associada à baixa concentração de oxigênio circulante. Também o uso de drogas que reduzem o uso de oxigênio pelo coração faz com que o músculo cardíaco sofra menos isquêmia (ausência de sangue).
Por isso, a permanência na UTI deve se restringir ao período crítico, no mínimo 72 horas, onde a incidência de complicações justifica a monitorização contínua.
Superada esta fase, o paciente deve ser removido, preferencialmente, para um quarto privativo, restringindo-se o número de visitas. Permite-se que ele sente-se em uma poltrona durante breves períodos. De maneira geral, a deambulação é iniciada por volta do quarto ou quinto dia, aumentando gradativamente.
Vale à pena lembrar, que a mobilização precoce melhora sensivelmente o bem-estar psicológico do paciente, além de reduzir a incidência de tromboembolia. Entretanto, deve-se tomar a precaução de acompanhar o doente no sentido de detectar possíveis alterações conseqüentes a esta atividade física.
A dieta será liberada à medida que as condições clínicas permitirem. Deve se, preferencialmente, hipocalórica, leve e hipossódica.
As evacuações não devem significar esforço para o paciente, usando, se necessário, laxantes suaves.
Os tranqüilizantes são utilizados com a finalidade de amenizar as condições que angustiam o paciente, como a dor, a própria internação, a permanência na unidade de tratamento intensivo, medo da morte, etc., pois elas aumentam a freqüência cardíaca e a pressão sistólica.

COMPLICAÇÕES
O que se teme mais depois do infarto do miocárdio são as complicações. As mais letais são as arritmias, que podem ocorrer dentro de um prazo de 24 horas após o infarto. Por isso, foram criadas as unidades de tratamento intensivo coronariano, onde o paciente recebe todos os cuidados necessários para detectar precocemente e tratar essas arritmias.

PREVENÇÃO
O infarto do miocárdio, apesar de ser uma causa de morte bem freqüente, tem apresentado índices de mortalidade bem menores nos últimos anos, graças ao novo estilo de vida que muitas pessoas têm adotado. Conhecendo-se os fatores que contribuem para a ocorrência da doença, podemos reduzir ainda mais o índice de mortalidade. A dieta passou a ser a preocupação primordial no combate à doença, controlando-se a ingestão de colesterol e triglicerídes. É usual fazer-se a dosagem dos mesmos no sangue a cada 5 anos, procurando mantê-los dentro do nível normal. Caso os níveis estejam elevados, pode-se iniciar um tratamento com dieta, ou mesmo com o uso de drogas que ajudam a baixar a concentração desses elementos no sangue, principalmente naquelas pessoas com hipercolesterolemia familiar citadas anteriormente.
O exercício físico tem um papel muito importante, não só para melhorar o condicionamento do corpo como para ajudar na manutenção do peso ideal.
Recomenda-se andar pelo menos 3 vezes por semana, durante meia hora cada vez. Durante o exercício físico, o coração é obrigado a trabalhar mais, o que favorece a criação de uma circulação colateral, que pode ser a salvação quando alguma artéria importante do coração é bloqueada.
O hábito de fumar deve ser abandonado, não só para prevenir o infarto do miocárdio, como tantas outras doenças causadas pelo cigarro, como o câncer de pulmão, altamente letal. Reduzir a quantidade de nicotina ingerida, escolhendo-se um cigarro chamado "de baixo teor" não ajuda em nada.
O "stress" deve ser reduzido. Várias alternativas podem ser adotadas, como massagens, ioga, exercícios físicos em geral, esportes, meditação, etc. É importante destacar também que a hipertensão arterial muitas vezes é causada pelo "stress".
Eliminando-se os fatores de tensão, a pressão sangüínea ficaria dentro do normal, reduzindo assim o risco do infarto do miocárdio.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM
1.O paciente infartado precisa ser continuadamente observado para possíveis complicações, sendo de imediato encaminhado para a unidade de tratamento intensivo.
2.Monitorizar o paciente. Avaliar e/ou visualizar continuamente a freqüência e o ritmo cardíaco. Afim de detectar precocemente o aparecimento de arritmias.
3.Observar e comunicar imediatamente o aparecimento de dor torácica (com ou sem irradiação), dispnéia, palpitações, desmaio, transpiração excessiva. Anotar a hora, duração e se há fatores precipitantes e atenuantes.
4.Avaliar níveis de consciência, orientação no tempo e espaço. Alterações de consciência podem ser produzidas por medicamentos, choque cardiogênico iminente, má perfusão cerebral. Comunicar imediatamente qualquer alteração.
5.Verificar pulso periférico, freqüência, ritmo e volume. Qualquer alteração deve ser comunicada rapidamente. Os distúrbios cardiovasculares são refletidos nos valores e parâmentros encontrados. Ex: um pulso rápido (P>140) regular, porém fraco, indica redução do débito cardíaco. Um pulso lento (P<60 )pode indicar bloqueio cardíaco. Um pulso irregular pode sugerir arritmias. Ausência de pulso pode indicar tromboembolia.
6.Verificar e anotar volume urinário (>40ml/hora). A oligúria é um sinal precoce do choque cardiogênico.
7.Fazer balanço hídrico. Anotar líquidos infundidos, ingeridos e perdidos (diarréia, suor, sangue, urina e vômitos ). A atenção cuidadosa para o volume hídrico evitará sobrecarga cardíaca e pulmonar.
8.Administrar medicamentos de acordo com a prescrição médica. Observar e comunicar efeitos colaterais (hipotensão, depressão respiratória e diminuição da acuidade mental.
9.Oferecer dieta de acordo com a prescrição (branda, hipossódica e hipocalórica). Normalmente nas primeiras 12hs o paciente permanece em jejum.
10.Assegurar repouso absoluto no leito (o repouso diminui o consumo de oxigênio pelo miocárdio).
11.Proporcionar ambiente repousante e tranquilizante, limitando o número e o tempo das visitas (o estresse aumenta o consumo de oxigênio pelo miocárdio)
12.Promover conforto físico ao paciente, dispensando-lhe cuidados individualizados de enfermagem.


BIBLIOGRAFIA
1- LÓPES, Mario. Emergências Médicas 3º. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1982.
2- MILLER, Otto. Diagnóstico e terapeutica em Médicina interna 14º edição, Rio de Janeiro: Livraria Atheneu, 1989.
3- SWHARTZ, George R. Emergências Médicas 1º edição. Rio de Janeiro: Interamericana, 1982.
4- AZEVEDO, Arthur de Carvalho. Cardiologia 1º edição. São Paulo: Sarvier, 1984.
5- ASSAD, José Ebreiros. Emergências cardiovasculares 1º edição. Rio de Janeiro: 1989
6- ANDREOLI, Thomas E. Cecil Medicina Interna Básica 2º edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1991.
7- KATZUNG, Beltram G. Farmacologia Basica e Clínica 2º edição.
8- BRUNNER and SUDDARTH. Moderna Prática de Enfermagem 2ºedição. Rio de Janeiro: Interamericana, 1980.
9- BRUNNER and SUDDARTH. Tratado de Enfermagem Médico – Cirúrgica 7º edição. Rio de Janeiro, 1994.
10- CUMMIS, Richard O., Suporte Avençado de Vida em Cardiologia, American Heart Association, 1997-1999.
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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Link do nosso HD Virtual

Ai pessoal segue abaixo o link para o nosso HD Virtual, lá vocês vão encontrar vários materias de enfermagem, como apostilas, trabalhos e outros.
Podem baixar o que for necessário.

LINK PARA O HD VIRTUAL CLICK AQUI

domingo, 1 de novembro de 2009

Editorial: O sangue do profissional de enfermagem

Boa Tarde Pessoal sou o enf. Rafael e estou ajudando o Sérgio na reativação do Blog e pra começar notícias sobre a nossa vitória da Carga Horária dos profissionais de Enfermagem.

Grande Abraço,

O PL 2.295/00, que trata da regulamentação da jornada de 30 horas semanais para os profissionais de enfermagem de todo o país, será, finalmente, votado nesta quarta-feira (dia 14) na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC), da Câmara dos Deputados. Qualquer previsão sobre o destino do texto no Parlamento é prematura. Mas também não se pode ignorar que razões não faltam para que o texto seja ratificado pelos parlamentares, alvos de uma intensa articulação política realizada pela categoria, nos últimos meses, no Congresso.

O presidente da Comissão, deputado Tadeu Filippelli (PMDB-DF), colocou o projeto de lei em pauta para votação, que começa a partir das 10:00h, no Anexo II, plenário 1. O relator, deputado Colbert Martins (PMDB-BA), já deu seu parecer favorável à matéria. A decisão dos deputados segue o acordo firmado com representantes de entidades da enfermagem, que estiveram reunidos com os membros da Comissão na semana passada.

Para a presidente da Junta Interventora do COREN/RJ, Rejane de Almeida, a mobilização da categoria e a articulação política capitaneada pelas entidades sindicais (COFEN; ABEN; CORENs) junto aos deputados foram decisivas para acelerar a votação do PL nas Comissões. A mesma opinião é compartilhada pelo presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Rio (SindEnfrj), Pedro de Jesus, que recomenda a continuidade do trabalho, de forma a pressionar os parlamentares que compõem a base do Rio de Janeiro, para que a categoria conquiste a tão sonhada redução da jornada de trabalho.

As resistências a serem vencidas, no entanto, são muitas. Notícias vindas de Brasília dão conta de que o texto encontrará no Planalto o eventual veto do presidente Lula, caso o projeto seja aprovado no Congresso. Há também quem diga que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, se manifesta a favor da reprovação do texto, sob o argumento de que o projeto original inviabilizaria o SAMU e o PSF (Programa de Saúde da Família), programas, cujos profissionais a eles vinculados já cumprem uma jornada de trabalho específica.

Tal argumentação sob a ótica da isonomia e da razoabilidade não tem amparo algum. A classe médica tem há muito anos assegurada a regulamentação da sua jornada de trabalho de 20 horas semanais. Tanto os médicos que prestam serviço para as instituições particulares, estes desde 1966, como aqueles que atuam no serviço público, cujo benefício foi conquistado em 1999, data da aprovação pelo Congresso. E nem por isso o PSF sofreu qualquer tipo de abalo ou intercorrência. Querer rotular a redução da jornada de trabalho dos milhares de profissionais de enfermagem espalhados por esse país afora como obstáculo, é querer encobrir, mascarar os reais interesses daqueles que desejam que os trabalhadores da enfermagem permaneçam cumprindo uma jornada de trabalho perversa e desumana. O COREN do Rio de Janeiro não se opõe à lógica capitalista, que assegura às instituições particulares que operam os planos de saúde lucros fabulosos. Mas que isso não represente o sangue do profissional de enfermagem, aquele que atua na ponta do sistema, já bastante sacrificado com os baixos salários, com a inexistência de um piso salarial e ainda com as péssimas condições de trabalho.

Rejane de Almeida é enfermeira e presidente da Junta Interventora do COREN/RJ

domingo, 6 de setembro de 2009

terça-feira, 28 de julho de 2009

VOLUME PARA APLICAÇÃO DE MEDICAMENTOS

INTRADÉRMICA

Max ------------ 0,3ml (Criança)

Max ------------0,5ml (Adulto)


SUBCUTÂNEA

Max -----------1,0ml (Criança)

Max ---------- 2,0ml (Adulto)


INTRA-MUSCULAR (Criança)

Deltóide -----------1,5ml

Vast e Ant lateral --2,0ml

glúteo -------------2,5ml


INTRA-MUSCULAR (Adulto)

Deltóide -----------3,0ml

Vast e Ant lateral --3,0ml

Glúteo -------------4,0ml

segunda-feira, 29 de junho de 2009

GRAVIDEZ ECTÓPICA


A gravidez ectópica caracteriza-se pela implantação do ovo fora da cavidade endometrial (tubas, ovários, intraligamentar e locais anômalos do útero). A incidência é de 0,3 a 3% das gestações, sendo responsável por 6 a 10% de toda a mortalidade materna. Pode causar ainda, dificuldade para nova fertilização e episódios repetidos de gravidez ectópica em até 25% das pacientes que conseguem novas gestações.
Entre os fatores de risco o mais comum é a doença inflamatória pélvica, porém outros como multiparidade uso de DIU, cirurgias pélvicas extra-genitais, curetagens, insucesso de laqueadura tubária, anomalias tubárias, cirurgias
tubárias conservadoras, idade maior que 30 anos, endometriose e uso de indutores de ovulação, também são relacionados.
Quanto à localização, a maioria dos episódios (96%) ocorre nas tubas, sendo em ordem decrescente nas regiões: ampolar (73%), ístmica (24%) e intersticial (3%). Gravidez ectópica extratubária tem uma freqüência de apenas 4% (ovário, região cornual, intraligamentar, abdominal e cervical).

sábado, 13 de junho de 2009

Como vai pessoal?

Desculpa a minha ausência pois estou meio sem tempo, mais prometo que irei sempre colocar coisas novas no ar, conto com ajuda de vocês também, caso alguém tenha uma matéria ou trabalho que queira compartilhar com os outro pode me mandar via e-mail com sua foto em anexo que terei o prazer de postar.
Tenho uma novidade, criei um HD VIRTUAL, lá já coloquei algumas apostilas sobre vários assuntos, foi um curso de necropsia que fiz, mais tem apostila sobre citologia, anatomia, fisiologia e outros assuntos da área, para baixar as apostila é só clicar no link abaixo e pegar o que quiser, têm um trabalho meu também sobre SISTEMA TEGUMENTAR.
Valeu um forte abraço a todos e até a próxima.

Link para HD VIRTUAL

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Faço Técnico de Enfermagem


Me chamo Sergio Brito, é assim mesmo sem acento, tenho 34 anos e faço curso de Técnico de Enfermagem.

Esse blog é para os amantes da enfermagem e para quem gosta de ajudar o próximo.

Estudo na Escola Técnica Destake em Rio das Ostras, Rio de Janeiro, falta pouco para me formar.

Criei esse blog com intuito de ajudar a alunos da área e a todos sobre doenças, distúrbios na saúde, pestes, pragas e conceitos na área da saúde, se tiver alguma dúvida sobre algum assunto pode me enviar uma mensagem que terei o maior prazer em responder.

Obrigado e aguardo vocês.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

História da Enfermagem

Origem da Profissão

A profissão surgiu do desenvolvimento e evolução das práticas de saúde no decorrer dos períodos históricos. As práticas de saúde instintivas foram as primeiras formas de prestação de assistência. Num primeiro estágio da civilização, estas ações garantiam ao homem a manutenção da sua sobrevivência, estando na sua origem, associadas ao trabalho feminino, caracterizado pela prática do cuidar nos grupos nômades primitivos, tendo como pano-de-fundo as concepções evolucionistas e teológicas, Mas, como o domínio dos meios de cura passaram a significar poder, o homem, aliando este conhecimento ao misticismo, fortaleceu tal poder e apoderou-se dele.

Quanto à Enfermagem, as únicas referências concernentes à época em questão estão relacionadas com a prática domiciliar de partos e a atuação pouco clara de mulheres de classe social elevada que dividiam as atividades dos templos com os sacerdotes.

As práticas de saúde mágico-sacerdotais, abordavam a relação mística entre as práticas religiosas e de saúde primitivas desenvolvidas pelos sacerdotes nos templos. Este período corresponde à fase de empirismo, verificada antes do surgimento da especulação filosófica que ocorre por volta do século V a.C. Essas ações permanecem por muitos séculos desenvolvidas nos templos que, a princípio, foram simultaneamente santuários e escolas, onde os conceitos primitivos de saúde eram ensinados. Posteriormente, desenvolveram-se escolas específicas para o ensino da arte de curar no sul da Itália e na Sicília, propagando-se pelos grandes centros do comércio, nas ilhas e cidades da costa.

Naquelas escolas pré-hipocráticas, eram variadas as concepções acerca do funcionamento do corpo humano, seus distúrbios e doenças, concepções essas, que, por muito tempo, marcaram a fase empírica da evolução dos conhecimentos em saúde. O ensino era vinculado à orientação da filosofia e das artes e os estudantes viviam em estreita ligação com seus mestres, formando as famílias, as quais serviam de referência para mais tarde se organizarem em castas. As práticas de saúde no alvorecer da ciência - relacionam a evolução das práticas de saúde ao surgimento da filosofia e ao progresso da ciência, quando estas então se baseavam nas relações de causa e efeito. Inicia-se no século V a.C., estendendo-se até os primeiros séculos da Era Cristã.

A prática de saúde, antes mística e sacerdotal, passa agora a ser um produto desta nova fase, baseando-se essencialmente na experiência, no conhecimento da natureza, no raciocínio lógico - que desencadeia uma relação de causa e efeito para as doenças - e na especulação filosófica, baseada na investigação livre e na observação dos fenômenos, limitada, entretanto, pela ausência quase total de conhecimentos anatomofisiológicos. Essa prática individualista volta-se para o homem e suas relações com a natureza e suas leis imutáveis. Este período é considerado pela medicina grega como período hipocrático, destacando a figura de Hipócrates que como já foi demonstrado no relato histórico, propôs uma nova concepção em saúde, dissociando a arte de curar dos preceitos místicos e sacerdotais, através da utilização do método indutivo, da inspeção e da observação. Não há caracterização nítida da prática de Enfermagem nesta época.

As práticas de saúde monástico-medievais focalizavam a influência dos fatores sócio-econômicos e políticos do medievo e da sociedade feudal nas práticas de saúde e as relações destas com o cristianismo. Esta época corresponde ao aparecimento da Enfermagem como prática leiga, desenvolvida por religiosos e abrange o período medieval compreendido entre os séculos V e XIII. Foi um período que deixou como legado uma série de valores que, com o passar dos tempos, foram aos poucos legitimados a aceitos pela sociedade como características inerentes à Enfermagem. A abnegação, o espírito de serviço, a obediência e outros atributos que dão à Enfermagem, não uma conotação de prática profissional, mas de sacerdócio.

As práticas de saúde pós monásticas evidenciam a evolução das ações de saúde e, em especial, do exercício da Enfermagem no contexto dos movimentos Renascentistas e da Reforma Protestante. Corresponde ao período que vai do final do século XIII ao início do século XVI. A retomada da ciência, o progresso social e intelectual da Renancença e a evolução das universidades não constituíram fator de crescimento para a Enfermagem. Enclausurada nos hospitais religiosos, permaneceu empírica e desarticulada durante muito tempo, vindo desagregar-se ainda mais a partir dos movimentos de Reforma Religiosa e das conturbações da Santa Inquisição. O hospital, já negligenciado, passa a ser um insalubre depósito de doentes, onde homens, mulheres e crianças utilizam as mesmas dependências, amontoados em leitos coletivos.

Sob exploração deliberada, considerada um serviço doméstico, pela queda dos padrões morais que a sustentava, a prática de enfermagem tornou-se indigna e sem atrativos para as mulheres de casta social elevada. Esta fase tempestuosa, que significou uma grave crise para a Enfermagem, permaneceu por muito tempo e apenas no limiar da revolução capitalista é que alguns movimentos reformadores, que partiram, principalmente, de iniciativas religiosas e sociais, tentam melhorar as condições do pessoal a serviço dos hospitais.

As práticas de saúde no mundo moderno analisam as ações de saúde e , em especial, as de Enfermagem, sob a ótica do sistema político-econômico da sociedade capitalista. Ressaltam o surgimento da Enfermagem como atividade profissional institucionalizada. Esta análise inicia-se com a Revolução Industrial no século XVI e culmina com o surgimento da Enfermagem moderna na Inglaterra, no século XIX