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quinta-feira, 9 de março de 2017

Hemodinâmica o mundo.

Boa noite pessoal, vocês conhecem os serviços de hemodinâmica?

Hemodinâmica é o capítulo da Fisiologia que estuda a circulação do sangue. Para termos uma ideia, é o equivalente da hidrodinâmica se o líquido fosse água e não sangue.
A hemodinâmica, estudada em fisiologia, é estudada de uma maneira mais aprofundada na especialidade de cardiologia. Pode ser separada em dois grandes capítulos:

Hemodinâmica venosa

A hemodinâmica venosa é mais complexa pois não há uma bomba a criar um gradiente de energético para assegurar um fluxo sanguíneo. Assim o sistema venoso, sobretudo dos membros inferiores, está sujeito não só à energia hidrostática mas também à força da gravidade que favorecem a estase nas regiões de declive.
Sendo a função do sistema venoso a drenagem do sangue venoso em direção centrípeta (para o coração), devemos salientar que ela se faz de baixo para cima e da superfície para a profundidade. O sangue venoso flui, portanto, das veias superficiais para as profundas, através das veias perfurantes e das crossas das veias safenas, estas recebendo todas as colaterais numa organização e hierarquia que se assemelha muito ao que conhecemos dos rios. Há duas excepções em que o sangue drena da profundidade para a superfície, a saber:
1 - a drenagem da planta do pé que, em posição de pé, drena da palmilha para o dorso do pé
2- as colaterais da crossa da safena interna que drenam do abdómen para a esta safena

As redes venosas principais estão organizadas: (N) da palavra inglesa "Network"

N1 Sistema venoso profundo, situado em profundidade em relação à fascia profunda. Também é chamado de compartimento AC1
N2 Safenas interna (magna) e externa (parva), veia anterior da coxa ( ou veia acessória anterior) e veia de Giacomini, Situadas entre as fascias superficial e profunda, ou compartimento AC2
N3 ou compartimento AC3, superficial à fascia, constituído pelas colaterais das safenas
N4, usado sobretudo na terminologia CHIVA e importante para a cartografia e estratégia cirúrgica por esta técnica, é constituído por veias superficiais à fascia mas que unem entre si duas veias da rede N3.

Hemodinâmica cardíaca 

Cardiologia Intervencionista é um conjunto de procedimentos intervencionista cirúrgicos para estudar a hemodinâmica cardíaca e arterial com a finalidade de efectuar um diagnóstico e tratamento de cardiopatias e arteriopatias. No entanto podemos ter uma avaliação hemodinâmica com exames não invasivos como o ecodoppler e a cintilografia miocárdica, se bem que os resultados sejam menos precisos. O ecodoppler venoso é um exemplo de um exame não invasivo para estudar a hemodinâmica venosa e não há exame invasivo que o possa subtituir (a flebografia é obsoleta e a pletismografia gasosa é usada para fins de investigação científica).
Cardiologia Intervencionista utiliza o cateterismo, prática que introduz finos cateteres nas artérias , possibilitando assim o diagnóstico pela medição de pressões e gradientes de pressão e por introdução de contraste radiológico. Possibilita também tratar estenoses das válvulas cardíacas, isquemias coronárias pela desobstrução mecânica do vaso (angioplastia) bem como a introdução de próteses (stent) que impeçam a reestenose e mesmo o tratamento não cirúrgico de alguns aneurismas da aorta.


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Reação Extrapiramidal

 Por Dr. Alexandre Feldman · 

Reação Extrapiramidal Pode Ocorrer Com Remédios Para Enxaqueca

extrapiramidal Reação Extrapiramidal: Quem Já Teve Nunca Esquece
Reação Extrapiramidal – Conheça e Previna.
A situação é a seguinte: você vai a um pronto-socorro para tratar sua crise de enxaqueca e lá recebe injeções de medicamentos. Pouco depois, de forma inesperada, começa a apresentar sintomas de agitação (vontade incontrolável de ir embora, sair de onde está, mover-se), uma sensação estranha de aperto no peito, falta de ar, angústia, ansiedade, sensação de falta de auto-controle, e em alguns casos movimentos involuntários dos braços, pernas, dedos, lábios, língua, pálpebras, alterações na fala, etc (mas não necessariamentetodos esses sintomas). Isto pode ser uma reação extrapiramidal provocada por algum daqueles remédios.
Em alguns casos, a reação extrapiramidal pode ser confundida com uma crise de pânico.
A reação extrapiramidal recebe esse nome porque afeta uma rede de neurônios na base do cérebro, denominada sistema extrapiramidal. O sistema extrapiramidal auxilia na coordenação de nossos movimentos. Certas drogas podem interferir com o bom funcionamento do sistema extrapiramidal, provocando sintomas extrapiramidaiscomo os descritos acima.
O fato é que esses sintomas, de tão desagradáveis, são inesquecíveis – ficam para sempre gravados na memória de quem já passou por tal situação!
Agora, o pior de tudo é que muitos médicos não conhecem essa reação, ou se recusam a “acreditar” que ela tenha atingido seus pacientes. Infelizmente, pacientes apresentando reação extrapiramidal a medicamentos para crise de enxaqueca são frequentemente rotulados como desequilibrados, emocional ou mentalmente; o que torna ainda mais frustrante a experiência para quem sofre dela.
Remédios de uso comum em prontos-socorros para o tratamento de crises de enxaqueca, como a metoclopramida (nome comercial: plasil), especialmente na sua forma injetável, podem causar reação extrapiramidal.
Atualmente, em certos prontos-socorros de São Paulo, está se utilizando um medicamento antipsicótico chamado haloperidol (nome comercial: haldol), na forma injetável endovenosa, para o tratamento de crises de enxaqueca. Acontece que o haloperidol (haldol) é um dos principais medicamentos que podem provocar reação extrapiramidal.
Os sintomas extrapiramidais,  podem durar até 12 horas. Podem ser abreviados com outras medicações injetáveis, especialmente a difenidramina (que também pode possuir uma série de outros efeitos colaterais, por sua vez!). Mas se, infelizmente, muitos médicos nem sequer reconhecem a agitação do paciente como possível reação extrapiramidal, quais as chances de conhecerem os medicamentos, dosagens e vias de administração capazes de combatê-la?
Infelizmente, na prática, pacientes e seus familiares quase nunca são avisados quanto à possibilidade considerável de apresentar reação extrapiramidal mediante a certas drogas utilizadas para o tratamento de suas crises de enxaqueca – principalmente a metoclopramida (plasil) e haloperidol (haldol).
Isso está incorreto, pois todo paciente tem o direito ético e legal de ser informado, previamente, sobre as possíveis reações e consequências que pode sofrer mediante qualquer droga ou intervenção. E uma vez informado, o paciente (de preferência com o auxílio de seus familiares e entes queridos) deve consentir ou não a se submeter à intervenção proposta. Caso não consinta, deve ser informado a respeito de outras opções de tratamento, com seus prós e contras. Até mesmo porque se você já teveuma reação extrapiramidal no passado, certamente não gostaria de se expor ao mesmo risco novamente!
Em países como os Estados Unidos, os pacientes recebem tais informações por escrito, e a equipe médica só inicia o tratamento após as dúvidas serem esclarecidas e o consentimento assinado e uma via entregue à equipe. Esta é uma prática boa, fácil de implementar e que o Brasil deveria adotar o quanto antes.
Portanto, olho vivo. Ainda que em meio a uma crise de enxaqueca, em um hospital ou pronto-socorro, é importantíssimo ser informado e consentir com o que será injetado em você!
É lógico que o melhor mesmo seria não ter  enxaqueca, ou ao menos que as crises de enxaqueca fossem menos frequentes e não necessitassem de idas ao pronto-socorro. Eu escrevi um livro resumindo minha experiência de 25 anos sobre a melhor maneira de conseguir isso, passo a passo. Se você não leu, deveria visitar ESTA PÁGINA para conhecer este livro que simplesmente não pode faltar da cabeceira de quem tem enxaqueca.
E já que você está aqui, não saia sem antes explorar os artigos e informações sobre a enxaqueca contidos neste site. A homepage é AQUI.
P.S.: Não são apenas as drogas injetáveis que podem causar reação extrapiramidal. Remédios comuns para enxaqueca, vendidos sem receita médica e que contêm metoclopramida (como o Cefalium e vários outros), podem causar reação extrapiramidal. Olho na composição descrita na bula!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Como entender o exame de sangue

Para entender o exame de sangue, é preciso estar atento ao tipo de exame que o médico solicitou, aos valores de referência do laboratório onde foi realizado o exame e o resultado obtido. No entanto, o médico que solicitou o exame é o mais indicado para avaliar estes resultados.
Após o hemograma, os exames de sangue que são mais solicitados são: VHS, CPK, TSH, PCR, exames para o fígado e o PSA, e por isso indicamos na tabela a seguir, os possíveis resultados para estes exames. Os valores de referência dos exames de sangue podem variar de um laboratório para o outro, e por isso, não são citados aqui.

Exame de sangue VHS

Avalia se há inflamação
Alto: resfriado, amigdalite, infecção urinária, artrite reumatóide, lúpus.
Baixo: insuficiência hepática.

Exame de sangue CPK

Avalia a função cardíaca
Alto: infarto, AVC, hipotireoidismo, choque ou queimadura elétrica, alcoolismo cronico, edema pulmonar, embolia, distrofia muscular, exercício extenuantes, polimiosite, dermatomiosites, injeções intramusculares recentes e após crises convulsivas, uso de cocaína.

Exame de sangue TSH

TSH - hormônio estimulador da tireóide
Alto: hipotireoidismo primário não tratado, devido a retirada de parte da tireóide.
Baixo: hipertireoidismo
T3 - triiodotironina total
Alto: Em tratamento com T3 ou T4.
Baixo: Doenças graves em geral, pós operatório, em idosos, jejum, uso de medicamentos como propranolol, amiodarona, corticoides.
T4 - Tiridoxina total
Alto: miastenia grave, gravidez, pré eclampsia, doença de grave, hipertireoidismo, anorexia nervosa, uso de medicamentos como amiodarona e propranolol.
Baixo: hipotireoidismo, nefrose, cirrose, doença de Simmonds, pré eclâmpsia ou insuficiência renal crônica.

Exame de sangue PCR

Indica se há inflamção.
Alto: Inflamação arterial, infecções bacterianas como apendicite, otite média, pielonefrite, doença inflamatória pélvica; câncer, doença de Crohn, infarto, pancreatite, febre reumática, artrite reumatóide, obesidade.

Exame de sangue para o fígado

TGO - transaminase glutâmico-oxaloacética
Alto: morte celular, infarto, cirrose aguda, hepatite, pancreatite, doença renal, câncer, alcoolismo, queimaduras, trauma, injúria por esmagamento, distrofia muscular, gangrena.
Baixo: diabetes não controlado, beribéri.
TGP - transaminase
Alto: hepatite, icterícia, cirrose, câncer hepático, infarto, queimaduras severas, trauma, choque, mononucleose, pancreatite, obesidade.

Exame de sangue PSA

PSA
Alto: Próstata aumentada, prostatite, retenção de urina aguda, biópsia prostática por agulha, ressecção trans-uretral da próstata, câncer de próstata.
Outros parâmetros que também podem ser avaliados pelo exame de sangue são:
  • Hemograma completo: serve para avaliar os glóbulos brancos e vermelhos do sangue, sendo útil para o diagnóstico da anemia, por exemplo;
  • Colesterol: serve para avaliar o HDL, LDL e o VLDL, relacionando com o risco de doença cardiovascular;
  • Ureia e creatinina: serve para avaliar o grau do comprometimento dos rins;
  • Glicose: serve para diagnosticar a diabetes;
  • Ácido úrico: serve para avaliar o funcionamento dos rins, mas deve ser associado a outros exames;
  • Albumina: serve para ajudar a medir o estado nutricional do indivíduo.
exame de sangue de gravidez é o Beta hCG, que pode confirmar a gravidez mesmo antes do atraso da menstruação.

FONTE: http://www.tuasaude.com/

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Embolização de Mioma Uterino

O mioma uterino ainda é um dos problemas que mais acometem as mulheres. As estatísticas médicas revelam que 50% das mulheres têm ou terão miomas em algum período de suas vidas.

Esses tumores benignos, também conhecidos como fibromas ou leiomiomas, surgem no útero. Os problemas causados por eles – dores, cólicas, sangramento excessivo, prisão de ventre, perda espontânea de urina, aumento do volume abdominal e ainda dificuldade de engravidar ou de manter uma gestação – alteram a qualidade de vida das mulheres. 
A embolização de mioma uterino é o tratamento mais inovador e parte do procedimento, como a internação já tem cobertura por alguns convênios e planos de saúde. É um procedimento seguro, que oferece uma recuperação bem mais rápida para as pacientes. Foi descrito pela primeira vez em 1995 por um ginecologista francês que se especializou no tema e hoje é realizado por especialistas em radiologia intervencionista que realizam o procedimento com modernos equipamentos através de vídeo e imagens.


Para entender a diferença entre a miomectomia e a emebolização de mioma, assista este vídeo e em caso de dúvidas entre em contato.
Miomectomia, histerectomia ou embolização de mioma?

Cada procedimento tem seu beneficio particular e deve ser analisado junto ao médico.
É importante ressaltar que a preservação do útero mantem o equilíbrio hormonal da mulher, possibilitando uma melhor qualidade de vida e uma possível gestação.
Para saber qual a melhor opção é importante saber qual o tipo de mioma e como ele está afetando a vida da mulher.

A embolização de mioma uterino é complicada?

Não. Como o mioma é "alimentado" por sangue, o corte desse suprimento leva à morte dos tumores. A técnica da embolização uterina é minimamente invasiva, realizada sob anestesia local e não precisa de pontos, pois não são feitos cortes.

Na região da virilha, onde passa a artéria femoral, o radiologista intervencionista faz um pequeno furo, de no máximo 2 milímetros, por onde é introduzido um cateter. Guiado por um equipamento de radiologia digital com alta definição de imagem, o especialista conduz o cateter até a artéria que leva sangue ao útero.

Embolização de Aneurismas

Dilatação anormal das artérias cerebrais que podem se romper em todo o cérebro, denominada aneurisma, é responsável por um grande número de derrames sanguíneos e hemorragias cerebrais. Os derrames cerebrais podem passar despercebidos causando pequenos incômodos, como dor de cabeça, náuseas e vômitos, mas também podem causar danos severos ao cérebro, produzindo quadros neurológicos importantes como hemiplegias (paralisia de todo um lado do corpo), coma (perda da consciência) e até morte súbita. Dos 70% dos pacientes que padecem da forma grave a consulta neurológica deve ser imediata e normalmente hospitalar, o diagnóstico deve ser precoce e o tratamento especializado e oportuno, para evitar conseqüências maiores e preservar a vida.
Como é feita?
Através da introdução de um cateter na artéria femoral na região inguinal (coxa) é possível chegar até o aneurisma no cérebro. Tudo é assistido, por meio de imagens radiológicas, através de um monitor de TV. Dentro desse cateter, passam os fios de platina que são colocados no local do aneurisma em forma de espiral, formando uma espécie de malha, preenchendo o local, evitando, assim, o seu rompimento e o derrame cerebral.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Cateterismo Vesical


SONDAGEM VESICAL DE DEMORA

1-FINALIDADE:
Introdução de um cateter pela uretra até a bexiga com fim de diagnóstico ou tratamento.

2-INDICAÇÃO/CONTRAINDICAÇÃO:
Indicação: drenagem vesical por obstrução crônica, disfunção vesical (bexiga neurogênica), drenagem vesical após
cirurgias urológicas e pélvicas, medida de diurese em pacientes graves, assegurar a higiene perineal e o conforto de
pacientes incontinentes de urina e comatosos.
Contraindicação: obstrução mecânica do canal uretral, infecção do trato urinário baixo.

3-RESPONSABILIDADE:
Enfermeiro.
4-RISCO/PONTOS CRITICOS:

Trauma de meato urinário;
Infecções urinárias e infecções hospitalares.
5-MATERIAIS:

Bandeja de cateterismo vesical, sonda Foley, bolsa coletora sistema fechado, PVPI tópico, gel hidrossolúvel, luvas de
procedimento e estéril, ampolas de água destilada, biombo, seringa 20 ml e 10 ml, fita adesiva hipoalergênica ou
esparadrapo.

6-DESCRIÇÃO DA TÉCNICA:
Ação de Enfermagem Justificativa
01- Conferir a prescrição médica;
02- Reunir o material e levar até o paciente;
03- Explicar o procedimento ao paciente;
04- Promover a privacidade do paciente;
05- Higienizar as mãos;
06-Posicionar o paciente:

A. feminino: posição dorsal (supino com joelhos
flexionados).
B. masculino: posição supina com as coxas levemente
contraídas.

07-Calçar luvas de procedimento e realizar a higiene íntima
rigorosa com água e sabão (se paciente dependente). Orientar
a higienização prévia a pacientes independentes;
08-Retirar luvas de procedimento e higienizar as mãos;
09- Abrir a bandeja de cateterismo e adicionar os materiais
descartáveis (sonda de Foley, seringas, agulhas, gaze estéril e
sistema coletor fechado) dentro da técnica asséptica;

01- Evitar erros;
03- Reduzir ansiedade e propiciar cooperação;
04-Mostrar respeito pela dignidade do paciente;
05-Reduzir transmissão de microrganismos;
06-Permitir facilidade de acesso e visualização;
07- Prevenir a contaminação por agentes microbianos;
09-Manipular material esterilizado sem contaminação;
10- Calçar luvas estéreis (2 pares);
11-Adaptar a sonda de Foley ao coletor de urina sistema
fechado;
12- Com auxílio de um colega, colocar gel hidrossolúvel na
seringa de 20ml (se paciente masculino) e colocar água
destilada em seringa de 10ml;
13- Testar o cuff (balonete) com a seringa de 10ml com água
destilada;
14- realizar antissepsia do meato uretral:

A. feminino:
(1) com a mão não dominante, retrair os grandes lábios e
manter a posição ao longo do procedimento.
(2) usando pinça na mão dominante esterilizada, pegar gazes
estéreis sasturadas com solução antisséptica e limpar a
área do períneo, limpando da frente para trás do clitóris
na direção do ânus. Com uma nova gaze para cada área,
limpar ao longo da dobra dos grandes lábios, perto da
dobra dos grandes lábios e diretamente sobre o centro do
meato uretral.

B. masculino:
(1) recolher o prepúcio com a mão não dominante, segurar o
pênis abaixo da glande. Manter a mão não dominante na
posição ao longo do procedimento.
(2) com a mão dominante, pegar uma gaze com a pinça e
limpar o pênis. Fazer movimento circular do meato
uretral para baixo até a base da glande. Repetir a limpeza
três vezes, usando uma gaze limpa a cada vez.
15- Retirar o primeiro par de luva estéril usado na
antissepsia;
16- Posicionar o campo fenestrado sobre a genitália;
17- Lubrificar a sonda com xilocaína. No homem, poderá ser
injetado o lubrificante diretamente na uretra através de
seringa de 20 ml.
18- Introduzir a sonda delicadamente no meato uretral até
observar a drenagem de urina. Quando masculino,
levantar o pênis na posição perpendicular ao corpo do
paciente;
19- Insuflar o balonete com água destilada, observando o
volume marcado na sonda;
10-Reduzir transmissão de microrganismos;
11-Prevenir contaminação do sistema;
12-Facilitar a organização e agilizar o procedimento;
13-Verificar a integridade do balão;
(1) visualização total do meato uretral. Retração total
previne a contaminação do meato uretral durante a
limpeza.
(2) a limpeza reduz o número de microrganismos no
meato uretral.
(2) a limpeza reduz o número de microrganismos no
meato uretral.
17-Reduzir a fricção e a possível irritação quando da
inserção da sonda;
18- O pênis devidamente posicionado facilita a inserção
do cateter;
19-Manter a extremidade distal da sonda no interior da
bexiga;
20-Tracionar vagarosamente a sonda e fixar na parte interna
da coxa (mulher) e área suprapúbica (homem);
21- Não esquecer de reposicionar o prepúcio e remover o
excesso de anti-séptico da área meatal;
22- Prender o coletor na parte inferior da cama após colocar
a data, hora e nome do funcionário;
23-Auxiliar o paciente a ficar numa posição confortável.
Lave e seque a área perineal conforme for necessário;
24- Encaminhar o material utilizado ao expurgo;
25- Retirar luvas e higienizar as mãos;
26- Checar o procedimento;
27- Realizar as anotações de enfermagem no prontuário.
20- Evitar possível tensão no trígono urogenital (mulher)
e tensão uretral na junção penescrotal (homem);
21-O reposicionamento evita constrição do prepúcio atrás
da glande do pênis – parafimose. A remoção do
excesso de antisséptico impede a irritação do tecido
pelo contato prolongado com o antisséptico;
22-Evitar refluxo de urina da bolsa para a bexiga;
23-Manter conforto e segurança;.
25-Reduzir transmissão de microrganismos;
26-Informar que a ação foi realizada;
27-Documentar o cuidado e subsidiar o tratamento;
Artigos 71 e 72 do Código de Ética dos Profissionais
de Enfermagem (Responsabilidades e Deveres).
7-RECOMENDAÇÕES:
 Em pacientes acamados, com sonda vesical, deve-se fazer higiene íntima após cada evacuação.
 Sondas utilizadas para cateterismo vesical: em adolescentes (nº 10 ou 12), em adultos (nº 14 ou 16), em
gestantes (nº 14) e sonda de alivio (nº 10 ou 12).
 Em alguns casos de retenção urinária pode ser colocada bolsa de água morna ou compressas na região suprapúbica.
 Observar e anotar o volume urinário, cor e o aspecto.
 Desinsuflar o balão na retirada da sonda vesical, observar e anotar a primeira micção espontânea.
 O sistema de drenagem deve ser obrigatoriamente “fechado” e trocado toda a vez que for manipulado
inadequadamente. Não há um intervalo ideal preconizado para a troca da sonda, mas recomenda-se a sua retirada
precocemente.
 Não abrir o sistema de drenagem, para realizar coleta de exames.
 Indicações para troca do cateter e sistema coletor: obstrução, presença de grande quantidade de resíduos no sistema,
presença de incrustações visíveis e urina com aspecto purulento, febre de origem não determinada sem outra causa
reconhecida, desconexão acidental ou ruptura, violação e contaminação do sistema por técnica inapropriada na
instalação e manuseio.
 Retirada da sonda vesical de demora, diminui a incidência de infecção urinaria.
 Não realizar lavagem da sonda vesical sem recomendação médica.
 Os coletores de urina devem ser esvaziados a cada 6 horas e nunca devem ser posicionados em um nível acima do
púbis;
 Realizar higiene perineal com água e sabão, e do meato uretral, pelo menos 2X ao dia.
8-REFERÊNCIAS:
1.ARCHER, Elizabeth et al. Procedimentos e protocolos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
2.ATKINSON, Leslie D.; MURRAY, Mary Ellen. Fundamentos de enfermagem: introdução ao processo de
enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.
3.BRASÍLIA. Secretaria de Estado de Saúde. Núcleo de Prevenção à Infecção Hospitalar. Manual de
recomendações de prevenção e controle das infecções em estabelecimentos de saúde. Brasília, 2005.
4.CARMAGNANI, Maria I. S. et al. Procedimentos de enfermagem: guia prático. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2009.
5.LENZ, Lino Lima. Cateterismo vesical: cuidados, complicações e medidas preventivas. Arquivos Catarinenses de
Medicina. v. 35, n. 1, p. 82-91. 2006.
6.MANUAL de procedimentos de enfermagem. São Paulo, 2005. Disponível em:
. Acesso em: 6 out. 2009.
7.POTTER, Patrícia A.; PERRY, Anne G. Fundamentos de enfermagem. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.
8.SWEARINGEN, Pámela L. Atlas fotográfico de procedimentos de enfermagem. 3. ed. Porto Alegre: Artes
Médicas Sul, 2001.
9.TIMBY, Babara K. Conceitos e habilidades fundamentais no atendimento de enfermagem. 8.ed. Porto Alegre:
Artmed, 2007.
LAVAGEM

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

ÚLCERAS DE PRESSÃO

O que é?
A úlcera de pressão pode ser definida como uma lesão de pele causada pela interrupção sangüínea em uma determinada área, que se desenvolve devido a uma pressão aumentada por um período prolongado. Também é conhecida como úlcera de decúbito, escara ou escara de decúbito. O termo escara deve ser utilizado quando se tem uma parte necrótica ou crosta preta na lesão.
Como se desenvolve?
A úlcera de pressão se desenvolve quando se tem uma compressão do tecido mole entre uma proeminência óssea e uma superfície dura por um período prolongado. O local mais freqüente para o seu desenvolvimento é na região sacra, calcâneo, nádegas, trocânteres, cotovelos e tronco.
Quais as causas e fatores de risco?
São vários os fatores que podem aumentar o risco para o desenvolvimento da úlcera de pressão como: imobilidade, pressões prolongadas, fricção, traumatismos, idade avançada, desnutrição, incontinência urinária e fecal, infecção, deficiência de vitamina, pressão arterial, umidade excessiva, edema.
Estágios da úlcera de pressão
As úlceras de pressão podem classificadas em:

Estágio I
  quando a pele está intacta, mas se observa vermelhidão e um pouco de ulceração de pele.
Estágio II

quando a pele já está perdendo sua espessura, manifestando abrasão, bolha ou cratera superficial
Estágio III

quando se observa uma ferida de espessura completa, envolvendo a epiderme, a derme e o subcutâneo.
Estágio IV

quando se tem uma lesão significante, onde há a destruição ou necrose para os músculos, ossos e estruturas de suporte( tendões e cápsula articular).
Quem corre mais riscos?
Pacientes acamados que são ou foram fumantes, diabéticos, pacientes com incontinência fecal e urinária (uso de fraldas), desnutridos, idosos, pessoas com pouca ou nenhuma mobilidade, com problemas de circulação arterial.
Como prevenir?
Manter alguns cuidados com a pele do paciente é fundamental. A atuação fundamental é no alívio da pressão da pele, nas áreas de maior risco, ou onde se tem ossos mais proeminentes. Alguns cuidados são bem importantes, e podem ser realizados desde os primeiros momentos que o paciente ficou acamado, seja em casa ou no hospital.
 
Atenção – áreas avermelhadas não devem ser massageadas, para não aumentar a área já lesionada.
Manter colchão piramidal (caixa de ovo) sobre o colchão da cama do paciente.
Mudar sempre o paciente acamado de posição.
Colocar travesseiros macios embaixo dos tornozelos para elevar os calcanhares.
Colocar o paciente sentado em poltrona macia, ou revestida com colchão piramidal, várias vezes ao dia.
Quando sentado mudar as pernas de posição, alternando as áreas de apoio.
Manter alimentação rica em vitaminas e proteína.
Manter hidratação.
Trocar fraldas a cada três horas, mantendo paciente limpo e seco..
Hidratar a pele com óleos e/ou cremes a base de vegetais
Utilizar sabonetes com pH neutro para realizar a limpeza da região genital.
Estar atento para o aparecimento de candidíase e outras infecções por fungos. Nesses casos, procurar o médico.
Aplicação de filme transparente e/ou cremes ou loções a base de AGE nas áreas de risco aumentado para lesões
Realizar massagem suave na pele sadia, em áreas potenciais de pressão, com loção umectante e suave.
Manter a limpeza das roupas de cama, bem como mantê-las seca e bem esticadas.
NÃO utilizar lâmpada de calor sobre a pele, pois estimulam o ressecamento da mesma.
Como tratar?
O tratamento da ferida consiste em limpeza da lesão com jato de soro fisiológico, preferencialmente morno. O jato é conseguido perfurando-se o frasco de soro com uma agulha 40X12 ou 30X8. Este jato tem a propriedade de limpar a ferida sem destruir o que o próprio organismo vem reconstruindo.
Se há presença de escaras (crosta preta e endurecida) sobre a lesão, esta deverá ser retirada por um profissional médico ou enfermeiro especializado.
Existem vários produtos, chamados de “novas tecnologias” para auxiliar no tratamento das úlceras de pressão. A indicação fica a critério médico ou de enfermeira especializada. Os resultados são bastante eficazes. 

fonte: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?626